Globalização

Globalização / Regionalismo. Comércio internacional de bens e serviços


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Conteúdo:

- A Globalização. Aspectos históricos. Evolução da economia internacional.
- A globalização da economia. O estado do mundo.
- Análise de comércio internacional de bens e serviços. Os países emergentes. Os países BRIC.
- Globalização e regionalismo. Acordos de integração.
- A União Europeia e a globalização.
- A globalização e a pobreza no mundo.
- Desenvolvimento humano e Globalização e globalização.
- A crise econômica mundial. Perspectivas regionais. Crise alimentar.

Resumo:

A globalização da economia internacional. Acordos de integração regional. A crise econômica mundial. Países emergentes BRIC

Nos últimos anos, a economia mundial vem experimentando profundas mudanças que vêm transformando um comércio puramente nacional em um comércio globalizado, em que praticamente o mercado é o mundo inteiro.

No momento em que você está dedicado a esse curso, é bem provável que utilize um computador fabricado no Brasil, mas que na verdade é um produto montado com uma grande percentagem de peças e chips feitos em Taiwan, na Tailândia ou no Japão. Você pode estar vestindo calças feitas na China ou Índia, usando óculos italianos ou relógios suíços. Pode ser que esta noite seu jantar seja regado com um bom vinho chileno ou francês e que tome um cálice de licor feito na África do Sul. É ainda provável que dirija um carro alemão, francês, japonês ou coreano e que fale num telefone feito na Suécia. Esta é a realidade dos dias de hoje, da globalização.

Dos 6 mil milhões de habitantes do mundo, 1200 milhões vivem na extrema pobreza, ou com um rendimento de cerca de 1 dólar por dia. Pouco menos de 3 mil milhões de pessoas vivem com 2 dólares por dia ou menos.
- Os países industrializados, com 19% da população mundial, são responsáveis por 78% do comércio mundial de bens e serviços, 58% do investimento estrangeiro direto e 91% do total de utilizadores da Internet.
- Mais de 1500 milhões de dólares são cambiados diariamente nos mercados mundiais de divisas.
- O investimento estrangeiro ultrapassou os 400 mil milhões de dólares em 1997, um nível sete vezes superior, em termos reais, ao da década de 1970.
- Entre 1983 e 1993, as vendas transfronteiriças de obrigações do Tesouro dos Estados Unidos aumentaram de 30 mil milhões para 500 mil milhões anuais.
- Os empréstimos bancários internacionais aumentaram de 265 mil milhões, em 1975, para 4,2 bilhões, em 1994.
- As 200 pessoas mais ricas do mundo aumentaram para mais do dobro os seus activos líquidos nos quatro anos que antecederam 1998, tendo atingido mais de 1 bilhão de dólares. Os bens dos três maiores bilionários são superiores ao conjunto do PNB de todos os países menos desenvolvidos, com os seus 600 milhões de habitantes.

“O grande desafio que enfrentamos hoje é certificarmo-nos de que, em vez de deixar para trás milhares de milhões de pessoas que vivem na miséria, a globalização se torne uma força positiva para todos os povos do mundo. Uma globalização que favoreça a inclusão deve assentar na dinâmica do mercado, mas esta só por si não é suficiente. É preciso irmos mais longe e construirmos juntos um futuro melhor para a humanidade inteira, em toda a sua diversidade”.
Kofi Annan, Relatório do Milénio (Organização das Nações Unidas)

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Máster em Negócios na Europa, América e África CPLP Mestrado

Exemplos:
Globalização

A crise econômica mundial. Perspectivas regionais.

 O mundo está lidando com seu maior desafio econômico e financeiro desde a Segunda Guerra Mundial. O tumulto financeiro que teve início em 2007 estourou em uma intensa crise econômica em setembro de 2008, gerou uma crescente onda de desemprego e agora ameaça tornar-se um grande problema humanitário. Praticamente nenhum país escapou do impacto da crise crescente, cujos efeitos poderão ser sentidos até 2011.

A economia global, que cresceu cerca de 1,9% em 2008, deve declinar cerca de 2,9% este ano, mais grave do que a redução de 1,7% prevista pelo Banco Mundial em abril de 2009. Essa foi a primeira vez que a produção global diminuiu em mais de 60 anos.

Segundo previsto, o crescimento nos países em desenvolvimento deverá desacelerar mais de 4 pontos percentuais, atingindo somente 1,2%, em 2009. E na Europa, Ásia Central, América Latina e Caribe o
produto interno bruto (PIB) deverá encolher. O comércio mundial de bens e serviços deverá cair cerca de 10% esse ano, a maior queda em 80 anos, uma vez que os países reduziram drasticamente seu consumo e despesas com produtos duráveis e de capital — ambos de categorias de produtos importados muito comercializados.

A produção industrial mundial teve uma queda sem precedentes de 13% nos 12 meses anteriores no final de abril de 2009, com os maiores declínios concentrados em países especializados na produção de produtos duráveis e de investimento e naqueles com grandes déficits de conta corrente. O declínio tem gerado muitas demissões, o que tem
afetado desproporcionalmente os trabalhadores imigrantes, a maior parte deles dos países em desenvolvimento. A Organização
Internacional do Trabalho prevê que outras 20 milhões de pessoas ficarão desempregadas até o fim da crise. Devido à profundidade da crise e à fraca recuperação prevista, é provável que ainda demore alguns anos para as taxas e desemprego voltarem aos níveis anteriores à crise.

Regionalismo

Áreas de globalização:
- Economia
- Financial
- Política
- Cultural
- Tecnologia

Países emergentes: México, Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile, Peru, China, Coréia do Sul, Índia, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Hong Kong, Malásia, Paquistão, Filipinas, Cingapura, Rússia, Turquia, Polônia, República Tcheca, Hungria, África do Sul, Egito, Israel, Arábia Saudita.

Os países BRICM (o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e o México) representam hoje em dia o 43.74% da população mundial (2.889.563.887 de pessoas).

Estima-se que em 2050, os mercados BRIC (o Brasil, a Rússia, a Índia e a China) gerarão 44% do Produto Interno Bruto mundial. Se estima que a economia a Índia ultrapasse à economia de estados Unidos no 2043. 

Organização Mundial do Comércio - Mercosul - União Européia

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