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Conteúdo:
- A cultura e a sociedade global.
- O conhecimento da religião e da cultura de cada mercado.
- Padrões culturais e mercados.
- Culturas de alto e baixo contextos, influência na negociação.
- Teorias de Hall e de Hofstede.
- Estratégias de Negociação intercultural por países.
Objetivos:
- Entender a importância da negociação intercultural no comércio
internacional.
- Definir padrões culturais internacionais.
- Saber desenvolver e incorporar estratégias de negociação intercultural em
nossas relações internacionais.
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Resumo:
A importância da negociação intercultural no comércio internacional. Estratégias por países. Religião e cultura. Padrões culturais e mercados
A negociação intercultural é um dos aspectos mais importantes e também
dos mais difíceis do comércio internacional. O
exportador negocia com pessoas de
países com costumes e culturas muito diferentes. Se não adotar uma atitude
aberta e de respeito a essas culturas, dificilmente terá êxito em seus negócios.
É, portanto, imprescindível tomar conhecimento das características particulares
de cada mercado.
Qualquer pessoa relacionada com os negócios globais (exportadores, filiais, traders, etc.) negocia com pessoas de diferentes culturas e
idiomas. Quanto mais
conhecermos sobre a cultura, mais possibilidades teremos de evitar conflitos
interculturais.
Poderíamos considerar que existem dois tipos de conhecimentos
relacionados com a cultura.
- Conhecimento real. É aquele que pode ser aprendido, sendo o mais fácil.
Saber o significado das cores, dos gostos, dos tabus, de cada cultura, por
exemplo. Se víssemos as estatísticas de religião de
Senegal, veríamos que existe
uma alta proporção de muçulmanos. Assim, automaticamente, identificaríamos um
padrão cultural do tipo "muçulmano", mas só o conhecimento real do país nos dirá
que atrás de qualquer crença religiosa continua tendo uma vital importância o
animismo.
- Conhecimento interpretativo. Este é muito mais subjetivo, já que implica a
capacidade que temos de compreender, apreciar, perceber e aceitar as
particularidades das diferentes culturas.
Existem teorias (Hall, Hoffstede, etc.) que nos ajudarão em nossa
compreensão, mas este é um elemento muito complexo, já que depende de nossa
experiência e conhecimento. Embora possamos aprender algumas coisas, existem
outras que só será possível desenvolver através do contato direto com as
pessoas. Por isso, recomenda-se que naqueles casos em que não tenhamos esta
possibilidade, trabalhemos em colaboração com um especialista em
marketing do país. Nada melhor que um nativo para
entender sua própria cultura.
Um simples exemplo relacionado com os nomes dos produtos nos permite
entender a importância da diversidade cultural. Um nome que pode ser perfeito em
nosso mercado, pode ser desastroso para outro. A Mitsubishi tem um veículo que
no Japão se chama "Pajero". Evidentemente, no mercado espanhol este modelo não
se chama assim, mas se chama "Montero". Outro automóvel, lançado pela Chevrolet,
se chamava "NOVA". A um
espanhol seria no mínimo curioso que este seja o nome de
um magnífico utilitário. O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Barcelona
havia escolhido o nome de "SCIFO" para um de seus serviços técnicos a
jornalistas, incluindo os italianos, a quem, certamente, faria lembrar a palavra
"asco".
Como temos comentado, existem teorias e estudos que nos permitem
aproximarmos corretamente a negociação intercultural.
Por exemplo, o antropólogo Edward Hall define dois tipos de culturas, em
função do contexto:
-Culturas de alto contexto (CCA). As palavras tem menos importância do
que o contexto. Nestas culturas se utilizam menos os
documentos legais, a palavra é determinante, o que faz
com que as negociações sejam muito mais lentas. A posição social é determinante
e o conhecimento sobre ela também. Japão, grande parte de
Ásia,
África, países
Árabes e, em geral, todos os
países latinos são exemplos
destas culturas. Nestas culturas os negócios são muito mais lentos, já que é
necessário estabelecer uma relação pessoal para que se estabeleça uma confiança
entre as partes.
- Cultura de baixo contexto (CCB). As palavras transmitem a maior parte
da informação, as mensagens são explícitas. Os documentos legais são
considerados indispensáveis.
Europa (países anglo-saxões) e os
Estados Unidos são exemplos destas culturas. Os
detalhes do negócio são analisados rapidamente.
Entender o conceito de contexto cultural baixo ou alto é uma primeira
aproximação para enfocar nossas negociações e comunicações internacionais. Com
isso, parece evidente pensar que uma pessoa de baixo contexto cultural se
sentirá cômoda negociando com outra de um contexto cultural similar, e não tão
cômoda com uma pessoa de uma cultura contextual elevada.
Em todo caso, em função de nosso contexto cultural, deveremos enfocar
nossas relações de forma diferente se negociamos com pessoas de cultura
contextual similar ou diferente da nossa.
Mestrado - Máster Europa América África CPLP

Máster Executive Comércio Exterior, Global Marketing e Internacionalização
- Máster em Negócios na Ásia

Idiomas disponíveis:

Negociação, Intercultural, Padrões, culturais, mercados, Hall, Hofstede, comérci,o internacional, Estratégias, países, Religião, cultura, Padrões, culturais, mercados, Master, Comércio Exterior
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