Origem comum africana da humanidade

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Conteúdo programático do curso EAD (unidade curricular): Origem comum africana da humanidade

Segunda parte do artículo «África: o berço da humanidade».

  1. A terceira revolução africana (e a fundamental): o Homo sapiens
  2. A origem da humanidade (A Eva Negra)
  3. A colonização do mundo do Homo sapiens (Out of África)
  4. Conclusões
O curso online (unidade curricular) «Origem comum africana da humanidade (II parte)» estuda-se nos seguintes programas de ensino superior à distância (EAD) da EENI Business School & HA University:
  1. Bachelor of Science em Negócios Interafricanos
  2. Mestrado em Negócios na África Subsariana
  3. Doutoramentos profissionais (EaD): África, Mercados Muçulmanos

Língua de estudo: Ensino superior à distância em Português ou Estudar mestrado negócios internacionais em Francês Origine Africain Humanite Estudar mestrado comércio exterior em Inglês African Origin Humanity Mestrado negócios comércio EAD em Espanhol Origen Africano Humanidad.

Descrição do curso (unidade curricular, ensino à distância EAD): Origem comum africana da Humanidade

A terceira revolução africana (e a fundamental): Homo sapiens.

Hoje se aceita que a Humanidade, todos e a cada um de nós, temos uma origem comum africana.

Sabe-se, além disso, que devido à nossa homogeneidade, procedemos de um grupo reduzido de indivíduos da África, situando a nossa origem faz entre 300.000 e 100.000 anos.

Desde esta origem africana, Homo sapiens colonizou todo o mundo.

Na Ásia, substituiu ao Homo Erectus e na Europa aos Neandertais. A primeira globalização da história da humanidade produzia-se; desde então Homo sapiens não parou de mover-se.

Esta hipótese da uma origem comum africana recebeu o nome de «Out of África». Há que assinalar que existe também a hipótese da uma origem multi-regional. Mas parece ser que cada vez mais é indubitável a realidade da nossa origem africana.

Em 1987 publicou-se um trabalho sobre a variação do ADN mitocondrial nos humanos (Cann, Stoneking e Willson). Segundo as suas investigações existem dois grupos em relação à similitude do DNA mitocondrial, um exclusivamente de origem africana e outro de origem misto. Assim estimaram que:

A origem da humanidade situar-se-ia ao redor de há 200.000 anos e que, além disso, todos procederam da uma mesma mulher, a «Eva Negra».

Em 1986, Wainscoat apresentou os seus estudos de ADN nuclear. As suas conclusões foram que:

Toda a humanidade atual prove de seiscentos Homo sapiens que viveram na África há 100.000 anos.

Estudos posteriores de cromossomas, também descobriram que teve uma segunda emigração desde África há 50.000 anos e acabou colonizando a Ásia e a Austrália.

Estima-se que Sapiens chegou ao continente americano faz uns 17.000 anos cruzando o estreito de Bering.

Descobriu-se também que nesta migração global, foi à mulher quem mais se moveu, sendo o homem mais sedentário, o que indicaria uma possível sociedade patrilocal (*).

(*) Em Antropologia, em uma sociedade patrilocal, o homem ao casar-se permanece no lar paterno junto da sua esposa.

Resumo geral dos últimos 6 m.a.

  1. Na África, faz uns 5 m.a., divide-se a linha evolutiva entre Hominídeos e Chimpanzés
  2. Faz uns 4 m.a.: na Quénia, o hominídeo Australopiteco anamensis começa o bipedismo
  3. Faz uns 3 m.a.: Lucy viveu na África (Australopiteco afarensis)
  4. 2,5 m.a.: Existência de vários hominídeos africanos. Primeiras ferramentas líticas
  5. Dois m.a.: De novo na África aparecem os primeiros HOMO com um cérebro a cada vez maior.
  6. 1,5 m.a.: primeiros machados. Colonização da Ásia e Europa. Homo neanderthalensis na Europa e Homo erectus na Ásia
  7. Faz uns 100.000 anos: outra vez na África surgem os primeiros Homo sapiens, coexistindo durante um tempo com Homo Erectus e o Neandertal.
  8. Faz uns 50.000 anos: Primeiras pinturas rupestres e enterros. Sapiens inicia a colonização do mundo desde África
  9. Faz uns 25.000 anos: todas as espécies do Homo, exceto Homo Sapiens, desapareceram. Homo sapiens está presente em todo o mundo

Conclusões.

Como pudemos observar, a África tem o protagonismo nos últimos 6 milhões de anos.

Todas estas mudanças tiveram local em um continente hoje marginado. Todos nós, a cada um dos 7.000 milhões de habitantes que habitamos os cinco continentes, temos uma origem comum desde que faz uns 100.000 anos um reduzido grupo de Homo sapiens africanos iniciou a colonização do mundo.

Nas terras africanas emergirá uma das maiores civilizações de todos os tempos, a egípcia. Hoje sabemos graças aos estudos de Cheick Anta Diop, da fortíssima relação entre a África e a civilização egípcia. Cheick Anta Diop também analisou, entre outros temas, as contribuições da África à humanidade.

Também podemos pensar que o primeiro pensamento monoteísta da história surgisse no Egito com a figura de Akhenaton (1300 AEC).

«A África tem uma história. A África é o berço da humanidade e em onde a história nasceu. É por isso que cada africano, cada africano deve ser aqui e agora, um valor acrescentado. Cada geração te que construir pirâmides» Joseph Ki-Zerbo.

Algo que a historiografia ocidental tem obviado durante séculos.

Nos últimos séculos, a Civilização Africana interagiu com a Civilização Islâmica e a Ocidental. Duas religiões externas, primeiro o cristianismo penetrando pelo norte da África e posteriormente o Islão, arraigaram na África. Quiçá esse seja um das maiores ameaças às que enfrenta-se África: um possível choque de civilizações, sobretudo no Sahel.

A África verá quiçá a maior tragédia da humanidade, o comércio de escravos durante 400 anos; a UNESCO estima que entre «25 e 30 milhões de africanos foram deportados, sem contar o número de mortos nos navios, as guerras e as razzias». Um comércio de escravos que será uma das bases do domínio da civilização ocidental.

A África sofrerá a diáspora africana, o colonialismo, a independência, a destruição de muitos valores tradicionais, os efeitos da guerra fria, sangrentas guerras civis, novas pandemias como a SIDA, as condições draconianas do serviço da dívida, a marginalização na globalização (hoje em dia África só representa 3% do comércio mundial...).

Mas o futuro da África é otimista.

Recentemente a UNICEF afirmava que «O futuro da humanidade é cada vez mais africano». Hoje em dia, a população da África é de 1.100 milhões de habitantes (de um total de 7.000 milhões), mas estima-se que em 2030 sejam 1.600 milhões e que em 2.100 sejam 4.000 milhões de africanos, o que representará que dentro de 35 anos, 25% da humanidade será africana e que existirão uns 1.000 milhões de nigerianos.

População Africana (Mestrado à distância)

Na África está a emergir uma nova classe média estimada hoje em uns 350 milhões de africanos (34% da população ativa). Na África vimos à chamada «Revolução africana do telemóvel», estima-se que há 650 milhões de usuários de telefones móveis. Mas em 2040, a classe média africana podem ser 1.100 milhões de habitantes (42% da população ativa). Estima-se também que em 2040 a metade dos africanos viverá em uma cidade.

Para 2050, prevê-se que a população africana seja de ao menos 2.400 milhões de habitantes e continuará crescendo até 4.200 milhões, quatro vezes o seu tamanho atual nos próximos cem anos.

Além do chamado «dividendo demográfico da África» (considera-se que África é já o maior mercado de trabalho do mundo graças a que a população jovem representa 60%), dos enormes recursos naturais, da emergência de várias economias africanas (a metade dos chamados mercados fronteiriços mundiais são africanos, sendo a Nigéria o primeiro mercado fronteiriço mundial e a primeira economia africana, tendo deslocado a África do Sul) e da imparável tendência para a total integração africana (a chamada Área de Livre Comércio Continental Africana formada por cinquenta e quatro países, 1.000 milhões de habitantes e um PIB combinado de 1,2 triliões de dólares), liderada pela União Africana, tudo parece indicar que África retoma o papel que lhe corresponde na história da humanidade, tomando um protagonismo geoestratégico, económico e humano na economia globalizada.

Autor: Pedro Nonell.

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