Economia da África

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Conteúdo: (Negócios na África - Economia da África)

- Introdução à África (população, religião, línguas, socioeconômico...)
- Introdução à Economia da África. Relatório de Desenvolvimento Económico.
- África na economia global. Comércio Exterior Africano.
- Impacto da crise financeira mundial em África.
- África e as Nações Unidas. Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
- O Banco Mundial em África.
- Integração Regional em África. Acordos Comérciais Regionais na África.

Resumo:
Impacto da crise financeira mundial em África. África na economia global. Acordos Comérciais Regionais. População, religião, línguas, socioeconômico


A Comissão da União Africana (CUA) e a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (CEA) continuam a envolver-se en atividades e programas destinados a apoiar a visão estratégica da União Africana (UA) de construir uma África unida e integrada alicerçada pela integração política, econômica, social e cultural.

Do ponto de vista da direção da União Africana (UA), a integração total do continente permitiria a África superar os seus desafios de desenvolvimento, porque a sinergia econômica seria obtida na medida em que a vantagem econômica de toda a Comunidade Econômica Africana é maior do que a soma dos benefícios econômicos dos Estados Membros separados.

A necessidade de uma integração total é também impulsionada por uma nova ordem econômica mundial, com a formação de blocos regionais em todos os continentes, globalização sem fronteiras, avanços na tecnologia de informação e comunicação (TIC) e negociações comerciais multilaterais no âmbito da Organização Mundial do Comércio OMC) entre outros.

A África está a fazer progressos consideráveis nas suas iniciativas para a integração. Contudo, os resultados estão misturados, Apesar dos constrangimentos e desafios, foram registradas melhorias nas áreas de comércio, políticas macroeconômicas, infra-estrutura, e tecnologias de informação e comunicação (TICs), Desde a última Conferência, várias CERs tomaram decisões importantes que pretendem acelerar e intensificar a integração regional nas sub-regiões. 

A Avaliação da Integração Regional em África (ARIA) é um importante projeto da CEA que está a ser a ser realizado em colaboração com a CUA que se dedica a uma análise pormenorizada dos desafios e das soluções para a melhoria da implementação dos objetivo da integração regional da África.

Apenas 10 por cento do comércio africano é com outras nações africanas, enquanto 40 por cento do comércio norte americano é com os outros países norte americanos e 63 por cento do comércio dos países da Europa Ocidental é com as outras nações da Europa Ocidental. O baixo índice do comércio intra-africano implica que se perdem muitas oportunidades de usar o comércio dentro do continente para melhorar as perspectivas de especialização entre os países africanos e desenvolvimento acelerado e integração.

Exemplo:
Comissão econômica das Nações Unidas para África (CEA)

Mestrado (Máster) em Negócios na África Ocidental - Máster Negócios Países de Língua Portuguesa CPLP

Idiomas disponíveis: PortuguésEn (African Economy Foreign Trade of Africa ) Fr (Afrique l'économie Africaine Commerce International).

A crise financeira e econômica mundial apresenta problemas consideráveis para os países africanos. Ela pôs em evidência as deficiências no funcionamento da economia mundial e  alertou para a necessidade de uma reforma da arquitetura financeira internacional. Embora a crise tenha sido desencadeada pelos fatos ocorridos no mercado mobiliário nos Estados Unidos, ela propagou-se por todas as regiões do mundo com conseqüências desastrosas para o comércio, investimento e crescimento mundiais. A crise financeira representa um sério revés para a África porque ocorre num momento em que a região está a fazer progressos tanto no desempenho comum a gestão econômica. Desde 2000, a região da África Regis ta uma taxa de crescimento médio de valor real superior a 5 por cento e a inflação ficou abaixo de 10%. Houve igualmente melhorias significativas na governação e uma diminuição no número de conflitos armados, tornando a região mais atrativa para os fluxos de capitais privados. Os fluxos líquidos de capitais privados para a África aumentaram de 17,1 bilhões de US dólares em 2002 para 81 bilhões de US dólares em 2007 (CEA e APF, 2008). A crise financeira e econômica mundial ameaça reverter todos os ganhos obtidos no desempenho e gestão econômica.

Fatos recentes demonstraram que os efeitos negativos do contágio já afetaram a região da África. Por exemplo, alguns índices indicam que em 2009 a crise reduzirá o crescimento econômico em África de 2 a 4% dependendo da disponibilidade de financiamentos externos à região e da eficácia das medidas tomadas pelos países desenvolvidos para relançar a procura mundial. Tendo em conta a heterogeneidade dos países africanos, a crise certamente afetará alguns países muito mais do que outros.   Prevê-se que em 2009 a diminuição no crescimento econômico será mais acentuada em Angola, Botsuana, África do Sul, Guiné Equatorial e Sudão, que devem perder mais de 4% no crescimento. No Egito, Quênia, Cabo Verde, Nigéria, Etiópia, Tunísia, Namíbia, Moçambique, Sierra Leone, Lesoto, Gana e a República Democrática do Congo, o crescimento deve baixar entre 2 e 3% em 2009.  

A crise financeira aumentou também os prêmios de risco que os países africanos têm de pagar aos mercados de capitais internacionais.

A crise financeira está a ter igualmente incidências negativas no comércio nos países africanos. Particularmente, houve uma diminuição significativa nos preços dos produtos essenciais exportados pelos países africanos desde o segundo semestre de 2008.

Desenvolvimento social e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Não há dúvida que uma das conseqüências importantes da crise financeira para a África é a redução do financiamento tanto interno como externo. O esgotamento de importantes fontes de financiamento do desenvolvimento diminui a capacidade dos países africanos de incentivar o crescimento e realizar os ODMs. Embora os dados sobre os principais indicadores de 2009 não estejam disponíveis para a maior parte dos países da região, pode-se esperar que o declínio no espaço fiscal, devido ao esgotamento de fontes tradicionais de financiamento de desenvolvimento, reduza a capacidade dos países africanos de financiamento dos programas da saúde, educação, infra-estrutura e nutrição.    

Evidências recentes sugerem que há progresso para que África alcance os Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento (OMDs) até a data fixada, apesar de muito necessita ser feito. Foram reportados importantes progressos para os indicadores tais como o ensino primário universal e a igualdade do gênero. Foi reportado que o Gana, por exemplo, está em vias de alcançar os objetivos de reduzir a metade os índices de pobreza até 2015, bem como houve uma redução significativa na prevalência do VIH/SIDA.

Espanhol: Comisión Económinica para África

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